Empresas americanas de peso como Coca-Cola, eBay e Tesla enviaram manifestações ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) contra a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Os comentários foram protocolados no âmbito da investigação da Seção 301, que pode resultar em sobretaxa adicional de 25% (acumulada potencialmente em 37,5%) com decisão prevista para 15 de julho.

EMPRESAS AMERICANAS ALERTAM PARA IMPACTOS NOS EUA

A Coca-Cola defendeu isenções ou período de transição para insumos de laranja e limão, argumentando que a substituição de fornecedores brasileiros exigiria revalidações caras de segurança alimentar e testes de produtos. A Tesla, de Elon Musk, apoiou a reindustrialização defendida por Trump, mas sugeriu excluir insumos brasileiros essenciais para sua produção. O eBay pediu isenção para produtos de segunda mão e seminovos, destacando efeitos sobre o comércio eletrônico.

CÂMARA AMERICANA DE COMÉRCIO (AMCHAM) TAMBÉM SE POSICIONA

A Amcham, que representa milhares de empresas, alertou que as tarifas aumentariam custos para a indústria americana, poderiam gerar inflação e desviar comércio para concorrentes como a China, ampliando o déficit dos EUA. O Brasil é fornecedor relevante em insumos industriais, bens intermediários, metais e minerais.

GOVERNO BRASILEIRO CRITICADO POR INAÇÃO

Enquanto o setor privado brasileiro, via CNI, e empresas americanas atuam para mitigar danos, o governo Lula é criticado por postura passiva. O ex-embacedor Rubens Barbosa destacou que se trata de investigação unilateral americana, não negociação bilateral, e que argumentos técnicos já foram apresentados sem sucesso anterior.

IMPACTO ECONÔMICO E LINHA CONSERVADORA

A CNI estima que milhares de produtos e bilhões em exportações estão em risco, especialmente em setores industriais. Para a direita conservadora, o episódio reforça a necessidade de diplomacia pragmática, defesa firme dos interesses nacionais e aproximação com líderes como Trump baseada em resultados concretos, não ideologia. A passividade expõe vulnerabilidades e prejudica a economia real, empregos e competitividade brasileira.

A decisão de 15 de julho definirá o cenário. O protagonismo do setor privado mostra o caminho: diálogo direto, dados concretos e pressão sobre custos recíprocos.