COAF APONTA R$ 19 MI ATÍPICOS NA GO UP E PF CITA FRIAS COMO AGENTE CENTRAL
Segundo a CNN Brasil, a produtora do Dark Horse movimentou R$ 8,95 mi a crédito e R$ 10,07 mi a débito entre novembro e dezembro de 2025, e a PF descreve Mario Frias como agente central na decisão de Dino
A Polícia Federal apontou mais de R$ 19 milhões em movimentações consideradas atípicas nas contas correntes da Go Up Entertainment Ltda, produtora do filme Dark Horse sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), segundo a CNN Brasil. As transações foram identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e encaminhadas à PF, informação que consta na decisão do ministro Flávio Dino, do STF, divulgada nesta quinta-feira (10). No mesmo material da operação Make Up, a representação policial descreve o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como “agente central” de uma suposta organização criminosa estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos de verbas públicas, trecho reproduzido na decisão de Dino e reportado por veículos que tiveram acesso ao documento. ![]()
Conforme a CNN Brasil, as movimentações nas contas da Go Up abrangem o período de 10 de novembro de 2025 a 30 de dezembro de 2025, com R$ 8.955.158,00 a crédito e R$ 10.077.913,00 a débito. A PF indica que, entre os remetentes de recursos para a empresa, figura Frias, que realizou transferências no montante de R$ 645.400,00. O parlamentar é produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura; Karina Gama, dona da produtora, também é alvo dos 49 mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, em parceria com a CGU.
A operação autorizada por Dino apura suposto desvio de emendas parlamentares repassadas a organização da sociedade civil. Segundo a PF, há indícios de organização criminosa formada por agentes públicos e privados suspeita de direcionar valores a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. Levantamentos financeiros apontam movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre empresas do esquema investigado, sob crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ilícitos licitatórios. Fonte: CNN Brasil.

