O jornalista Claudio Humberto afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal não está restrita às acusações e questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes. Em comentário na Rádio Bandeirantes, ele sustentou que os problemas alcançam a forma como a Corte reage corporativamente, administra conflitos internos e permite que decisões individuais produzam choques entre ministros.

Flávio Dino durante sessão no Supremo Tribunal FederalDecisões conflitantes entre ministros ampliaram a crise interna do Supremo.

A avaliação ganhou força após André Mendonça afastar a cúpula da Polícia Federal, Flávio Dino derrubar a medida e Edson Fachin suspender as duas decisões. Fachin também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e concentrou na Presidência do STF a análise de procedimentos relacionados aos próprios ministros, numa tentativa de impedir novas ordens contraditórias.

Para Claudio Humberto, concentrar toda a responsabilidade em Moraes impediria uma revisão mais profunda das práticas que levaram o tribunal à crise. O desafio agora é o plenário estabelecer limites claros para decisões monocráticas, investigações envolvendo integrantes da Corte e interferências entre processos, recuperando a segurança jurídica e a confiança pública no Supremo.