Os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia serão decisivos no plenário do Supremo Tribunal Federal marcado para terça-feira (15/9), que vai deliberar se o ministro Alexandre de Moraes será investigado. A apuração parte de relatório da Polícia Federal sobre troca de mensagens consideradas suspeitas entre Moraes e Daniel Vorcaro. O caso ganhou força depois que o Estadão revelou detalhes do documento e o ministro André Mendonça, relator do caso Master, tirou o sigilo da investigação, segundo a reportagem de Carolina Brígido. Ministro Edson Fachin, presidente do STF Ministra Cármen Lúcia do STF

Na conta da jornalista Carolina Brígido no Estadão, seis votos já aparecem mapeados: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin se posicionariam contra a abertura da investigação, enquanto André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux seriam favoráveis. Moraes não votaria por ser o alvo da discussão, e Dias Toffoli já se declarou suspeito em decisões sobre o Banco Master. Restam Fachin, presidente da Corte, e Cármen Lúcia, ainda sem posição definida e sob pressão dos dois lados até a sessão. Há também cobrança para que Toffoli participe, sob o argumento de que não haveria ligação direta com o tema central da apuração sobre o banco.

Nesta quinta-feira (10/9), Moraes anunciou um pronunciamento no STF, o tribunal avisou a imprensa e depois atualizou o comunicado com a desistência do ministro, sem esclarecer o motivo. Na quarta (9/9), Fachin avocou a relatoria do inquérito das fake news que estava com Moraes, pautou o julgamento sobre o pedido de investigação, revogou decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da PF e suspendeu procedimentos investigativos cruzados entre ministros da Corte. Sobre o pedido de apuração de supostas irregularidades de Mendonça no caso Master, Fachin disse que tomará providências em breve, conforme o Estadão.