O advogado Jeffrey Chiquini, filiado ao Partido Novo, rompeu publicamente com a pré-candidatura de Romeu Zema à Presidência da República. Em declaração neste sábado, Chiquini afirmou que Zema não representa o partido nem a direita brasileira e declarou apoio explícito à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão cumpre promessa feita após Zema voltar a atacar Flávio Bolsonaro por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro

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CONTEXTO E HISTÓRICO

O embate ganhou força após Zema criticar publicamente Flávio Bolsonaro em entrevista ao Brasil Paralelo, afirmando ser difícil “aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do Brasil”. Chiquini, que já havia alertado lideranças do Novo, decidiu se manifestar para defender a união da direita contra o PT nas eleições de 2026. O episódio revela fissuras no campo conservador-liberal, em momento em que a prioridade deveria ser impedir a continuidade do governo Lula.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Jeffrey Chiquini: advogado, defensor de causas da direita (incluindo Filipe Martins), pré-candidato a deputado federal pelo Novo no Paraná.
  • Romeu Zema: ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência.
  • Flávio Bolsonaro: senador pelo PL-RJ e pré-candidato à Presidência.
  • Partido Novo: legenda de Chiquini e Zema, com divisões internas expostas.
  • Daniel Vorcaro: banqueiro preso, citado nas críticas de Zema.

IMPACTOS DIRETOS E INDIRETOS

  • Diretos: enfraquecimento da imagem do Novo como partido de direita unificada e desgaste de Zema entre conservadores.
  • Indiretos: risco de fragmentação de votos conservadores, o que historicamente beneficia a esquerda e o PT.

REAÇÕES

Nas redes sociais, grande parte da direita celebraram a posição de Chiquini como defesa da união e lealdade aos valores que elegeram Jair Bolsonaro. Críticos de Zema o acusam de egoísmo e de repetir o erro de 2018, quando o Novo se afastou do bolsonarismo. O entorno de Zema deve reagir defendendo a “independência” do partido. A base bolsonarista reforça que divisões internas só ajudam Lula.

TRATAMENTO DA IMPRENSA

A grande imprensa tradicional explora o racha para tentar desqualificar a direita como “dividida”. Portais conservadores e influenciadores bolsonaristas destacam a incoerência de Zema em atacar aliados enquanto o país sofre sob o governo PT.

CONSEQUÊNCIAS

O posicionamento de Chiquini fortalece o discurso da união da direita em torno de nomes com maior capilaridade popular, como Flávio Bolsonaro. Reforça também que ataques desnecessários entre conservadores servem apenas ao adversário comum: o PT e o sistema que o protege.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

Pode haver maior pressão interna no Novo para que Zema recue ou para que o partido reavalie sua estratégia. O caso serve como alerta para que lideranças de direita priorizem a derrota do lulismo em 2026 acima de vaidades pessoais ou disputas secundárias.