Influenciadores católicos entraram nas redes nesta segunda (28) para defender Flávio Bolsonaro na polêmica de Nossa Senhora Aparecida. O relato é de Caio Junqueira, na CNN Brasil. Leonardo Segundo, da conta Segundo Católico, com 1,2 milhão de seguidores, pediu que o vídeo fosse compartilhado. Mostrou Lula na Band dizendo que não é aceitável mexer com a santa e sendo confrontado pela entrevistadora com a informação de que se trata de fake news. Depois afirmou que um ministro do STF, indicado pelo presidente, pediu para as publicações voltarem ao ar mesmo sabendo que a história é falsa. Esse pedido foi o de Flávio Dino, no domingo. Na noite de segunda, Luiz Fux suspendeu a decisão e devolveu a ordem do TSE.

Berthaldo Soares, advogado e fundador do Tarde com Maria, com 174 mil seguidores e coautor do livro Fátima, escreveu que católico precisa defender a Mãe de Deus. “Nossa Senhora virou piada na cúpula do PT e isso jamais pode acontecer. Se a padroeira do nosso país é tratada dessa forma, o que será do nosso Brasil?” Lembrou que a informação de que Flávio tiraria o título de padroeira foi negada, entrou no debate e a mentira ganhou força. O padre Fabiano Moura, com 774 mil seguidores, abriu o vídeo perguntando: “Nossa Senhora vai deixar de ser a padroeira do Brasil? Que conversa é essa?” A CNN descreve o restante como uma comparação entre o sofrimento da santa e corrupção, tráfico e a defesa da interrupção da gravidez.

Aliados de Flávio ouvidos pela CNN dizem que o movimento é espontâneo e não tem relação com a campanha. Lembram que a Igreja, oficialmente, já condenou o socialismo e o comunismo, e avaliam que Flávio está mais ligado à Igreja do que Lula. São três contas, somadas, com mais de dois milhões de seguidores, falando na segunda em que a santa ainda era a arma da reta final. Na sexta, numa sala VIP em São Paulo, uma roda de petistas riu que o milagre da eleição seria a santa. No domingo, Lula disse que não sabia se era fake news. Na segunda, quem respondeu foi o católico da rede.