O perfil Vida no Quartel publicou que relatórios de inteligência mostram que a Casa Branca já antecipava a tentativa de jogar em Washington a culpa por um revés eleitoral de Lula, e que a diplomacia americana ajustou a postura para desarmar a vitimização antes do fim do pleito, leitura que circula no dia em que Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com 47,03% contra 45,16%.

O que está publicado com fonte é o silêncio: um assessor da administração disse ao Washington Post que a ordem foi ficar quieto, porque toda vez que Lula usava Trump para dizer que os Estados Unidos abusavam do processo a frase rendia voto, e um apoio direto seria tratado como prova de interferência, no mesmo período em que a Abin mandou ao Planalto e ao TSE um alerta de pressão americana e Lula chamou de arquivo morto a minuta que pedia participação de dissidentes políticos.

O segundo turno é em 25 de outubro, a OEA e o Carter Center já registraram que os partidos aceitaram o resultado do primeiro turno, e a narrativa de urna violada por Washington segue sem documento público que a sustente, enquanto o silêncio da Casa Branca foi a resposta combinada para não entregar o argumento a Lula.