O ex-presidente Jair Bolsonaro enviou carta aos brasileiros em que oficializa apoio ao filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu pré-candidato à Presidência da República e “porta-voz”. O texto foi lido por Flávio nas redes sociais no sábado (11) e gerou reações imediatas no cenário político.

CONTEÚDO DA CARTA E APELO À UNIÃO

Datada de 11 de julho de 2026, a carta afirma: “O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento. Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade.” Finaliza com “Deus, Pátria, Família e Liberdade”.

REAÇÕES DA ESQUERDA E TENTATIVA DE LAWFARE

A divulgação provocou ataques imediatos da esquerda, que aciona o Judiciário contra a carta, comparando-a a supostas violações. O gesto é visto por bolsonaristas como mais um capítulo de perseguição política, semelhante ao tratamento dado a mensagens de Lula durante prisão.

DIVISÃO ENTRE ALIADOS E DESCONFORTO DE MICHELE

Governador Ronaldo Caiado classificou o ato como sinal de fragilidade. Renan Santos (Missão) ironizou. Nos bastidores, aliados apontam desconforto de Michele Bolsonaro, que teria ficado irritada com a iniciativa, temendo agravamento da situação judicial do ex-presidente e complicações na relação familiar. Flávio reforçou o chamado à unidade e ao combate ao “verdadeiro inimigo” que está no governo.

ANÁLISE EDITORIAL CONSERVADORA

Para a direita bolsonarista, a carta reforça a necessidade de coesão em torno de valores como Deus, Pátria, Família e Liberdade. Fragmentação só beneficia o PT e o sistema que persegue o ex-presidente. Flávio, como porta-voz, representa continuidade do projeto que resgatou o Brasil do caos petista. A reação histérica da esquerda demonstra medo de uma candidatura forte que expõe o fracasso de Lula em 2026.

A união da direita, deixando diferenças menores de lado, é o caminho para evitar o aprofundamento da crise moral, econômica e de segurança no país.