CARLOS VIANA DIVULGA PLANO DE FLÁVIO COM CASTRAÇÃO QUÍMICA PARA ESTUPRADOR DE CRIANÇA E TORNOZELEIRA PARA AGRESSOR DE MULHER
A sequência de sete cartões publicada pelo senador do PL de Minas Gerais reproduz trechos do plano de governo registrado no TSE, que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres com medida protetiva e o fim da progressão de regime para feminicidas e autores de crimes hediondos, mudanças que dependem de aprovação do Congresso.
O senador Carlos Viana (PL-MG) publicou no Instagram, na quarta-feira, dia 14, uma sequência de sete cartões em que apresenta as propostas de Flávio Bolsonaro para crimes contra mulheres e crianças, começando pela frase “Estuprador de criança vai passar por castração química”, que segundo ele “está no plano de governo de Flávio Bolsonaro”. Na legenda, o senador provoca os adversários ao perguntar se “a esquerda que diz defender mulheres e crianças” é a favor das medidas e pede que os seguidores enviem o conteúdo “para aquele esquerdista”.
A afirmação central confere com o plano de governo registrado por Flávio no Tribunal Superior Eleitoral, que traz literalmente o compromisso de “aprovar e implementar a castração química de criminosos que abusam de mulheres e crianças”, frase que Viana reproduz em um dos cartões sob o título “Está escrito assim”. O documento diz que a medida deve valer para estupradores e abusadores de crianças condenados pela Justiça, enquanto a Agência Brasil explica que a castração química funciona com remédios que inibem a produção de testosterona e tem efeito temporário, ou seja, dura enquanto o condenado recebe o medicamento.
Os cartões seguintes tratam da violência contra a mulher, já que o plano promete monitorar por tornozeleira eletrônica os agressores das mais de meio milhão de mulheres com medida protetiva no país, para que a ordem judicial deixe de ser “um pedaço de papel”, expressão que Viana transforma em “a mulher tem um papel na mão, o agressor tem a rua inteira”. O programa também promete obrigar feminicidas e agressores de mulheres a cumprir a pena inteira, porque, segundo o texto, hoje o sistema solta condenados depois de 55%% do tempo de prisão, e a Gazeta do Povo registra que o fim da progressão de regime se estende aos crimes hediondos, como diz o cartão do senador.
Nenhuma dessas mudanças depende só do presidente, porque castração química e cumprimento integral da pena exigem alteração da lei penal votada pelo Congresso, o que o próprio plano reconhece ao falar em usar “a força da Presidência” e a experiência legislativa para aprová-las. O tema da violência contra a mulher também aparece no programa de Lula, que, segundo a Agência Brasil, prevê distribuir aos estados kits para monitorar agressores e concluir 30 Casas da Mulher Brasileira, enquanto Viana encerra a série com a frase “Com Flávio, quem vive vigiado é o agressor” e o número 22 do candidato.

