O eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, aliado declarado da família Bolsonaro, voltou a fazer campanha por Flávio Bolsonaro (PL) com uma mensagem curta em inglês, “We need Brazil! Come on @FlavioBolsonaro!”, ou seja, “Precisamos do Brasil! Vamos lá, Flávio!”, acompanhada de uma sequência de mapas da América Latina. A publicação foi reproduzida na quarta-feira, dia 14, pelo perfil Visegrad24, que tem milhões de seguidores e cobre a política do Leste Europeu, e que interpretou a mensagem como uma previsão de vitória da direita na eleição presidencial brasileira ainda neste mês.

Os mapas mostram a região em três momentos, já que em 2023 quase toda a América do Sul e o México aparecem em vermelho, enquanto no quadro de 2026 Argentina, Chile e outros países andinos já surgem em azul, e no último, marcado como “2027?”, praticamente todo o continente, incluindo o Brasil, está pintado de azul. O ponto de interrogação deixa claro que se trata de uma aposta do eurodeputado sobre o segundo turno de 25 de outubro, e não de um dado de pesquisa, enquanto a imagem do topo traz Tarczyński sorrindo entre Flávio e Eduardo Bolsonaro em um evento.

A leitura de uma onda conservadora no continente tem respaldo fora das redes, porque o The New York Times publicou nesta semana uma análise segundo a qual sete eleições presidenciais nos últimos 18 meses terminaram com vitória da direita na região e o Brasil seria a principal peça que falta no mapa de governos alinhados a Donald Trump. Na legenda, o Visegrad24 cita Colômbia, Peru, Chile e Argentina como exemplos dessa virada e afirma que os eleitores sul-americanos estão se afastando de partidos socialistas.

Tarczyński, que integra o grupo dos Reformistas e Conservadores Europeus no Parlamento Europeu, vem fazendo campanha aberta por Flávio desde antes do primeiro turno, quando pediu votos no X, e no dia 5 escreveu que o resultado havia sido fenomenal e que o Brasil logo estaria livre dos comunistas. No mesmo período, ele ganhou destaque no noticiário brasileiro depois de pedir informações sobre duas brasileiras que votaram em Lula na Polônia e dizer que ajudaria a deportá-las, caso que levou as duas a procurar a embaixada em Varsóvia e o Itamaraty a informar que acompanha a situação.