“TUDO SENDO INVESTIGADO, MENOS RELAÇÕES DE MORAES E TOFFOLI COM VORCARO”, DIZ CARLOS ANDREAZZA
Colunista do Estadão critica foco exclusivo da investigação no vazamento, ignorando o conteúdo das mensagens entre o banqueiro e familiares de ministros do STF.
Em análise no Estadão, o colunista Carlos Andreazza questionou a direção das investigações sobre o caso Banco Master. “Tudo sendo investigado, menos as relações de Moraes e Toffoli com Vorcaro”, afirmou. O jornalista destacou a troca direta de mensagens entre Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o contrato de R$ 129 milhões, além de menções a Toffoli.
FOCO NO VAZADOR, NÃO NO CONTEÚDO
Andreazza apontou que a PF e o STF concentram esforços no perito que supostamente vazou informações, enquanto o conteúdo das conversas — incluindo possíveis relações institucionais — parece intocado. “Havendo o vazador, investigamos somente o vazador e punimos somente o vazador, ignorando o conteúdo vazado como se não fosse da realidade”, criticou.
PARALELOS COM OUTROS CASOS
O colunista comparou o episódio ao caso Eduardo Cunha e questionou a escolha de peritos e a lógica institucional. “A corrupção da lógica institucional também. Tudo vira ataque, a crítica vira ataque, investigação vira ataque”, avaliou.
A observação de Carlos Andreazza reforça a necessidade de apuração isenta e completa. Quando casos envolvem altas autoridades do Judiciário, a transparência deve ser máxima. A direita conservadora defende que ninguém esteja acima da lei e que investigações sigam o conteúdo dos fatos, não apenas o vazamento. O Supremo e a PF precisam mostrar que o Estado de Direito vale para todos, sem exceções ou seletividade.

