Membros da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República se dizem surpresos positivamente com o baixo impacto do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro, no qual a ex-primeira-dama acusa o enteado de humilhação. Após quase uma semana de monitoramento intenso, estrategistas avaliam que o episódio gerou apenas um “ruído” passageiro, sem prejuízo relevante para a campanha.

“RUÍDO” E REAÇÃO DO ELEITORADO

Segundo auxiliares de Flávio, a maior parte das menções negativas nas redes se concentrou na própria Michelle, com apoiadores do senador passando a se referir a ela como “Michelle Firmo”, seu sobrenome de solteira. A campanha comemorou o engajamento do eleitorado bolsonarista raiz em defesa de Flávio.

A avaliação interna é de que o caso não gerou grande desgaste eleitoral. Aliados do senador afirmam que os dados são corroborados por pesquisas internas (trackings) e pelo levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (29).

FLÁVIO EMPATADO TECNICAMENTE COM LULA

A pesquisa BTG/Nexus apontou Flávio com 44% das intenções de voto contra 47% do presidente Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O resultado é considerado animador pela campanha, especialmente em momento de crise interna.

IMPACTOS NO BOLSONARISMO

Para o campo conservador, o episódio reforça a necessidade de superação de divisões internas. Embora o impacto imediato tenha sido limitado, rachas familiares e disputas de espaço continuam preocupando quem defende a unidade do movimento bolsonarista para enfrentar a esquerda em 2026.

A ponte de Michelle com o eleitorado feminino e evangélico segue estratégica, e o baixo desgaste registrado até o momento é visto como sinal de resiliência da base fiel a Jair Bolsonaro.