O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) classificou como “infeliz” a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que atribuiu a nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros à forma como o governo Lula conduziu as negociações, acusando o petista de não agir de “boa-fé”.

CAIADO DEFENDE QUE BRASILEIROS NÃO DEVEM SER PUNIDOS POR DISPUTAS POLÍTICAS

Em entrevista à RBS TV nesta quinta-feira (16/7), Caiado discordou da abordagem de Rubio e ressaltou que divergências entre governos não podem resultar em prejuízos para os 215 milhões de brasileiros que trabalham e produzem. “Um país não deve ser punido, os 215 milhões de brasileiros, o Brasil que trabalha e produz não pode sofrer dessas penalizações”, afirmou.

EX-GOVERNADOR VÊ INTERESSE ELEITORAL DE LULA NO EPISÓDIO

Apesar das críticas a Rubio, Caiado apontou que a taxação também atende aos interesses políticos do presidente Lula. Segundo ele, o petista usaria o tarifaço para reforçar um discurso de defesa da soberania nacional. “Lula realmente lutou pela taxação, porque quer buscar um discurso de patriota, de defensor da soberania”, disse o ex-governador de Goiás.

CRÍTICAS TAMBÉM A FLÁVIO BOLSONARO EM CONTEXTO RELACIONADO

Caiado tem criticado tanto Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), outro pré-candidato, em publicações sobre o tema das tarifas. Em postagem recente na rede social X, ele destacou o impacto sobre o agro brasileiro diante de taxações de China, União Europeia e agora EUA, cobrando respostas mais firmes do governo.

CONTEXTO DO TARIFAÇO E REAÇÃO AMERICANA

A declaração de Rubio veio após o anúncio da sobretaxa, parte de uma ofensiva comercial dos EUA que inclui investigação sobre práticas brasileiras. O episódio se tornou um ponto de tensão na pré-campanha presidencial de 2026, com candidatos usando o tema para atacar adversários e posicionar suas visões sobre relações internacionais e defesa da economia nacional.