LINDBERGH FARIAS DESTINA R$ 1,7 MILHÃO EM EMENDAS PARA COOPERATIVAS DO MST NO PARANÁ
Deputado federal do PT-RJ direcionou recursos via Programa de Aquisição de Alimentos para entidades no estado da namorada, a ministra Gleisi Hoffmann. Valor supera o enviado ao Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral, e ganha repercussão em meio a debate sobre controle de emendas parlamentares.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destinou R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares para três cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Paraná. As entidades beneficiadas têm ligação com a base eleitoral da namorada dele, a deputada federal e ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT-PR).
RECURSOS VIA PAA SUPERAM DESTINAÇÃO AO RIO DE JANEIRO
Os recursos foram executados no ano passado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O montante enviado ao Paraná é 2,5 vezes maior que o destinado por Lindbergh ao mesmo programa em seu estado, o Rio de Janeiro (R$ 680 mil). Ele também direcionou R$ 896 mil ao Rio Grande do Sul, mas o Paraná foi o estado que mais recebeu nessa rubrica.
DIVISÃO ENTRE COOPERATIVAS E EVENTO COM GLEISI![]()
A maior parte (R$ 1,06 milhão) foi para a Cooperativa de Comercialização Camponesa do Vale do Ivaí (Cocavi), em Jardim Alegre. Outros valores: R$ 374 mil para Coprari (Centenário do Sul) e R$ 260 mil para Copacon (Londrina). Em abril, Gleisi Hoffmann participou de evento no assentamento da Cocavi e destacou o trabalho da entidade em suas redes sociais. A emenda à Cocavi foi apresentada em 2024 e empenhada em novembro.
DEBATE SOBRE EMENDAS PARLAMENTARES E DECISÕES DO STF
O caso ganha repercussão em meio a discussões sobre o controle de emendas parlamentares. Decisões recentes do ministro Flávio Dino (STF) limitam indicações a parlamentares em exercício e questionam envios para estados fora da base eleitoral. Dino também cobra informações de partidos sobre interferência na distribuição de emendas, após declarações de Valdemar Costa Neto (PL).
CONTEXTO POLÍTICO E REPERCUSSÃO
Lindbergh Farias não tem base eleitoral consolidada no Paraná. A destinação ocorre em período de relacionamento com Gleisi Hoffmann, que deixou a Câmara em março para assumir o ministério. O tema alimenta debates sobre transparência no uso de recursos públicos via emendas.

