Cai mais uma narrativa contra Flávio Bolsonaro: Dark Horse não utilizou dinheiro público
Perícia particular enviada ao inquérito aponta financiamento privado e identifica o fundo Havengate como principal investidor
Uma das acusações mais repetidas contra o filme Dark Horse acaba de enfrentar um documento que muda o centro do debate. Segundo reportagem da Veja, perícia assinada por Anísio Costa Castelo concluiu que não houve utilização de recursos da Lei Rouanet nem repasses indiretos da Prefeitura de São Paulo por meio do Instituto Conhecer Brasil. A análise estima custo total de US$ 13,3 milhões — pouco mais de R$ 75 milhões — e afirma que o projeto foi integralmente financiado por investimentos privados.
O laudo identifica o fundo texano Havengate como maior investidor e registra que foi ele quem recebeu os cerca de R$ 61 milhões enviados por Daniel Vorcaro. O documento foi encomendado pela própria produtora GoUp, baseou-se nas notas fiscais apresentadas ao perito e agora integra o inquérito. Enquanto André Mendonça relata a apuração sobre os repasses de Vorcaro, Flávio Dino autorizou a PF a acessar o inquérito paulista sobre a produtora — movimento que o comentarista André Marsiglia interpreta como uma disputa entre os ministros. A perícia enfraquece a narrativa de dinheiro público, mas não encerra as investigações nem substitui a análise independente da Polícia Federal sobre a origem e a regularidade dos recursos privados.

