CABO DACIOLO ANUNCIA PRÉ-CANDIDATURA E RESGATA "PROFECIAS" DA PANDEMIA
Fenômeno de 2018, ex-deputado volta ao cenário político apostando no discurso religioso e em teorias que viralizaram durante a crise sanitária.
O ex-deputado federal Cabo Daciolo oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026, conforme anunciado pelo próprio político em suas redes sociais e reportado pela CNN Brasil em 4 de abril de 2026. Filiado ao Partido Mobilização Nacional (PMN), Daciolo tenta repetir o impacto gerado em 2018, quando se tornou a grande surpresa do debate político nacional ao conquistar o sexto lugar, superando nomes tradicionais com uma campanha centrada em temas espirituais e críticas contundentes ao "sistema estabelecido".
A EXPLOSÃO DOS MEMES E A URSAL
Durante as eleições de 2018, Cabo Daciolo transcendeu a política institucional para se tornar um fenômeno da cultura digital brasileira através da "fábrica de memes". O momento mais emblemático ocorreu no debate da Band, quando questionou Ciro Gomes sobre a fundação da URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina). O que poderia ter sido um suicídio político transformou-se em uma avalanche de engajamento, com o termo ocupando o topo dos assuntos mais comentados do mundo no Twitter por quase 24 horas, conforme registrou o portal El País à época.
RESGATE DAS FALAS DURANTE A PANDEMIA
A verdadeira surpresa, entretanto, ocorreu durante o período da Covid-19, quando diversos internautas resgataram vídeos antigos de Daciolo. Em transmissões realizadas em 2020 e 2021, o ex-deputado mencionou a existência de uma "elite global" que buscaria a "redução populacional" e o controle total das nações. Para uma parcela significativa de seus seguidores, as restrições sanitárias e as crises institucionais serviram como justificativa para validar o que chamaram de "profecias" do cabo, consolidando sua imagem como um interlocutor que "enxerga além do óbvio".
PEÇA CHAVE CONTRA A ESQUERDA
No cenário atual, analistas políticos observam que Daciolo pode atuar como uma força de auxílio para a direita contra a hegemonia de Lula. Embora mantenha um discurso crítico tanto à esquerda quanto à cúpula do bolsonarismo frequentemente chamando-os de "faces da mesma moeda" , sua base eleitoral é majoritariamente conservadora e cristã. Sua capacidade de mobilizar o voto evangélico e o eleitorado antisistema pode desidratar a base governista em setores populares onde a pauta de valores é determinante.
CRÍTICA À PERSEGUIÇÃO INSTITUCIONAL
A trajetória de Daciolo também é marcada por um posicionamento firme contra o que ele descreve como perseguição a vozes conservadoras e patriotas no Brasil. O pré-candidato defende ideias liberais na economia e a soberania nacional total sobre recursos como o nióbio, pauta que ele sustenta desde sua primeira corrida presidencial. Ao defender a "Nação Brasileira para o Senhor Jesus Cristo", Daciolo se posiciona como um obstáculo moral aos projetos progressistas da esquerda, utilizando seu alcance digital para denunciar o que considera um aparelhamento do Estado.
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