Brasileiro ligado ao Hezbollah monitorou embaixada de Israel, sinagogas e rabino em Brasília
Lucas Passos Lima, investigado por ligação com o Hezbollah, monitorou a embaixada de Israel, três sinagogas, um cemitério judaico e um rabino em Brasília após duas viagens ao Líbano em 2023, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Trapiche. G1, Estadão e O Globo relatam que ele foi condenado por atos preparatórios de terrorismo; em setembro de 2026 o STJ determinou reanálise da pena.
Relatórios recentes, incluindo análise do procurador Lucas Gualtieri para o Washington Institute, apontam que o grupo recruta brasileiros com antecedentes criminais e dificuldades financeiras, envia-os para treinamento no Líbano e os utiliza para vigilância de alvos judaicos e israelenses. O método permitiria apresentar eventuais atentados como crimes comuns, segundo o procurador.
A denúncia do MPF descreve coleta de imagens e informações, treinamento com armas e busca de rotas de exfiltração. A condenação inicial superou 16 anos; o caso permanece em tramitação após decisões do TRF-6 e do STJ.

