O Professor HOC, Heni Ozi Cukier, comentou em um reel no Instagram que, com a evolução da inteligência artificial, roubos do tipo devem ficar ainda mais comuns, referindo-se ao uso de ferramentas de IA por criminosos.

Segundo investigação da empresa de cibersegurança Straiker, compartilhada com o The Information e reportada pelo Canaltech, o grupo CyberCartel, ativo desde pelo menos 2012 em ataques ao setor financeiro latino-americano, desenvolveu o sistema CARLIY0S baseado no framework aberto PentAGI.

O sistema utilizou agentes de IA com Claude da Anthropic, que atuava como coordenador via Cursor, com quatro agentes específicos para identificar falhas, escrever códigos de exploração e avaliar estratégias, enquanto cinco agentes do Grok da xAI coletavam informações e alimentavam o banco de dados FinancialSoft, e o Kimi da Moonshot AI servia como fallback.

A Straiker afirma que a estrutura permitiu atacar mais de 400 alvos financeiros, incluindo bancos e provedores de pagamento, em poucos meses, com pouca intervenção humana, embora o número conte alvos e não necessariamente invasões confirmadas em todas as instituições.

No dia 24 de setembro, os pesquisadores acessaram uma cópia do banco de dados FinancialSoft, que continha 4.493 registros, entre eles 2.911 endereços de e-mail, 903 números de contas bancárias, 391 chaves de API, 67 senhas em texto simples e outras credenciais, além de mais de 200 vulnerabilidades, incluindo zero-days, com parte relacionada ao sistema SPEI do México.

A Anthropic confirmou ter revogado a credencial comprometida usada para acessar o Claude, enquanto a xAI informou estar analisando as atividades ligadas ao Grok, de acordo com a Straiker e reportagens do Canaltech e Tom's Hardware.

O episódio ilustra como modelos comerciais de IA podem ser adaptados para automatizar etapas de ciberataques, ampliando a capacidade de grupos criminosos contra instituições financeiras na região, inclusive com riscos potenciais para usuários de sistemas de pagamento e bancos.