BOLSONARO DIZ À PCDF: “TENHO TRÊS MULHERES EM CASA E NÃO POSSO FICAR DESARMADO”
Frase do ex-presidente ao depor sobre arma apreendida é destacada por Alexandre de Moraes, que dá prazo à PGR para opinar sobre falta grave. Defesa alega falha mecânica no armamento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou declaração de Jair Bolsonaro à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para cobrar posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-presidente afirmou: “Tenho três mulheres em casa e não posso ficar desarmado”.
DECISÃO DE MORAES E CONTEXTO
Moraes deu 48 horas para a PGR se manifestar sobre possível falta grave no caso da arma apreendida pela PMDF. Bolsonaro admitiu a propriedade da pistola e sua posse durante prisão domiciliar humanitária. O ministro considera que a conduta configura violação à Lei de Execução Penal (art. 50, III), por possuir instrumento capaz de ofender integridade física.
A apreensão ocorreu durante abordagem a agente do GSI. O depoimento de Bolsonaro durou apenas cinco minutos. A prisão domiciliar humanitária, de 90 dias por motivos de saúde, encerra nesta quinta-feira (25).
VERSÃO DA DEFESA
A defesa de Bolsonaro informou que entregou a arma após constatar falha mecânica. Segundo os advogados, integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor sem o conhecimento do ex-presidente, deixando a pistola inoperante.
CRÍTICA AO ATIVISMO DE MORAES
Para a direita e bolsonaristas, o caso exemplifica o rigor excessivo de Moraes contra Bolsonaro. Enquanto escândalos envolvendo o governo Lula e aliados avançam lentamente, o ex-presidente é submetido a escrutínio minucioso. A frase sobre “três mulheres em casa” é vista como contexto pessoal de segurança, não crime.
IMPACTO POLÍTICO
O episódio ocorre em momento sensível da corrida eleitoral de 2026. Flávio Bolsonaro e a oposição conservadora usam o caso para reforçar a narrativa de perseguição política. A decisão de Moraes pode gerar novo capítulo na tensão entre STF e direita.
Bolsonaro segue cumprindo a prisão domiciliar. O desfecho dependerá do posicionamento da PGR e do plenário do STF.

