O advogado Martin de Luca, que representa Trump Media e Rumble no processo contra o ministro Alexandre de Moraes na Justiça da Flórida, desmentiu versões da imprensa brasileira sobre o andamento da ação. Segundo ele, não procede a informação de que a AGU foi autorizada a defender Moraes, nem que o processo foi suspenso ou que o ministro está blindado.

De Luca explicou que a juíza permitiu apenas que o governo brasileiro apresentasse argumentos como suposto interessado. A decisão não reconhece automaticamente que o Estado é o verdadeiro réu em substituição a Moraes. O ministro continua sem defesa formal no processo.

PONTOS DESMENTIDOS

  1. Autorização à AGU para defender Moraes — Falso. A juíza aceitou manifestação do Brasil, mas não o autorizou a atuar em nome do ministro.
  1. Reconhecimento do Brasil como verdadeiro interessado — Falso. A decisão usa a expressão “alega” (o Brasil alega), postergando a análise para momento posterior.
  1. Suspensão do processo — Falso. Apenas questões técnicas foram tratadas; o processo segue em andamento, com oportunidade para resposta da Trump Media/Rumble.

CONTEXTO DO PROCESSO
A ação nos EUA questiona supostas violações de liberdade de expressão e censura envolvendo decisões de Moraes contra plataformas. A imprensa brasileira teria antecipado conclusões favoráveis ao ministro, o que o advogado classificou como “ejaculação precoce” sobre os fatos.

O caso permanece ativo. Após manifestação da defesa, a juíza decidirá os pontos controversos, incluindo quem é o legítimo réu.

ANÁLISE EDITORIAL
O episódio expõe distorções frequentes na cobertura de veículos alinhados ao sistema sobre processos envolvendo o STF. Para a direita e defensores da liberdade de expressão, o processo americano representa esperança de accountability contra decisões vistas como abusivas. A clareza do advogado de Trump reforça que o caso está longe de encerrado e que Moraes segue exposto judicialmente nos EUA.

Gilmar Mendes e outros ministros do STF são frequentemente citados em contextos de garantias processuais, mas aqui o foco é a resistência internacional à narrativa brasileira oficial.