O deputado André Janones (Rede-MG) voltou a impulsionar a acusação de que “Bolsonaro mandou matar Lula” pelo canal de WhatsApp Exército do Lula. A frase, repetida por ele desde a denúncia da PGR sobre o plano Punhal Verde-Amarelo, agora é orientada para a militância como hashtag a ser levantada nas redes.

Janones usa o canal, que chegou a milhões de seguidores, para distribuir missões e conteúdos. A campanha de Flávio Bolsonaro já apontou que centenas de mensagens foram apagadas e que o grupo disseminou informações consideradas falsas pelo TSE, como alegações sobre Nossa Senhora Aparecida e cortes em benefícios. O próprio Janones já foi processado por Bolsonaro por calúnia e difamação por causa dessas acusações.

A narrativa ignora que as investigações da PF e da PGR não comprovaram que Bolsonaro ordenou o assassinato de Lula. O plano existiu no âmbito de militares, mas não houve condenação do ex-presidente por esse fato. A mobilização coordenada de hashtags e o histórico de exclusão de mensagens reforçam o padrão de operação do canal na reta final do segundo turno.