A HERANÇA MALDITA DO DAVI ALCOLUMBRE PARA A DIREITA, QUE CHEGA EM 2027
Reforma do Código Civil avança no Senado com pontos que favorecem o MST, herança para amantes e outras pautas criticadas pela direita
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula a votação acelerada do Projeto de Lei 4/2025, que propõe a reforma do Código Civil. A iniciativa, originada sob Rodrigo Pacheco, altera mais de 900 artigos e cria cerca de 300 novos dispositivos. Críticos apontam que o texto pode favorecer o MST em disputas de terra, permitir herança para amantes, criar o divórcio “express” e ampliar a revisão judicial de contratos.
A pressa na tramitação tem motivação política clara: aprovar a reforma ainda em 2026, antes da posse de um Congresso com bancada conservadora mais forte em 2027. Especialistas alertam para a falta de transparência, com quase 900 emendas e uma versão final pouco conhecida pela comunidade jurídica. A professora Judith Martins-Costa classificou a proposta como um possível “código surpresa”.
Pontos que a direita rejeita — avanços para o MST, mudanças em sucessões e costumes — podem se tornar lei permanente se o projeto for aprovado agora. Alcolumbre demonstra capacidade de pautar o Senado conforme seus interesses, como já ocorreu com outras matérias. A herança que chegará em 2027 pode ser exatamente essa: um Código Civil remodelado com agendas que a esquerda considera positivas e a direita critica.

