BOLSONARO DEPOE NA TERÇA SOBRE ARMA APREENDIDA COM MILITAR DO GSI
Ex-presidente prestará esclarecimentos sobre pistola levada para conserto por agente do Gabinete de Segurança Institucional. Arma foi apreendida sem certificado de registro em nome de Bolsonaro. Alexandre de Moraes cobra motivação do pedido, especialmente próximo do fim do prazo de prisão domiciliar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve depor na terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal para esclarecimentos sobre uma arma apreendida em blitz em Brasília no dia 15. O armamento estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que informou levá-lo para conserto a pedido de Bolsonaro. O caso é acompanhado de perto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
ARMA LEGAL DE BOLSONARO É APREENDIDA SEM CERTIFICADO DE REGISTRO
Segundo o agente, a pistola pertence ao ex-presidente e foi entregue para manutenção. A apreensão ocorreu por ausência do certificado de registro no momento do transporte. O episódio ganha contornos políticos porque ocorre próximo do fim do prazo de eventual prisão domiciliar imposta a Bolsonaro em outros processos.
ALEXANDRE DE MORAES COBRA MOTIVAÇÃO DO PEDIDO DE CONCERTO
Moraes quer entender os detalhes e a motivação por trás do pedido de conserto da arma. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do DF, ganha relevância nacional devido ao histórico de perseguição judicial contra o ex-presidente, frequentemente apontado por aliados como lawfare coordenado pelo ministro do STF.
CASO REFORÇA PERCEPÇÃO DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA CONTRA BOLSONARO
Para a direita e bolsonaristas, o episódio representa mais uma tentativa de constrangimento e desgaste do ex-presidente. A arma era legal, registrada em nome de Bolsonaro, e o transporte visava simples manutenção. Críticos veem o caso como desproporcional, especialmente quando comparado a outros escândalos envolvendo armas e agentes públicos que não recebem o mesmo escrutínio.
DEPOIMENTO OCORRE EM MOMENTO DE TENSÃO NO CENÁRIO PRÉ-ELEITORAL
O depoimento de Bolsonaro na terça reforça o clima de polarização. Enquanto o ex-presidente enfrenta múltiplas frentes judiciais, seus aliados defendem que ele é vítima de ativismo judicial destinado a impedir seu retorno à política. O caso da arma no GSI será mais um capítulo monitorado de perto pela base conservadora.

