Uma entrevista de rua registrada e divulgada por Bacci Notícias viralizou nas redes sociais nesta semana. Diante de um boneco de papelão de Luiz Inácio Lula da Silva, a pessoa entrevistada se apresentou como bolsonarista, usou linguagem direta e xingamentos contra o presidente e o PT e afirmou não depender de ONGs nem do governo. O vídeo foi republicado por contas como Capital Política e outros perfis bolsonaristas, alcançando grande circulação no Instagram e no Facebook.

“SOU VIADO, BOLSONARISTA E VAI TOMAR NO C* QUEM NÃO ACEITA”

A declaração de abertura foi inequívoca. A pessoa disse: “Sou viado, bolsonarista e vai tomar no c* quem não aceita”. Em seguida, reforçou que aceita o respeito e a dignidade de andar “desse jeito como um viado ou o caralho que for”, mas exige ser respeitada “como um homem”. Afirmou que nunca tinha votado antes e que o primeiro voto foi em Jair Bolsonaro. Segundo o relato, “as viadada ficam tudo com raiva” dela por causa dessa posição.

REJEIÇÃO A ONGS, AO GOVERNO E À MILITÂNCIA LGBT LIGADA À ESQUERDA

A entrevistada negou qualquer vínculo com ONGs LGBT, campanhas governamentais ou o que chamou de “petismo”. Disse depender apenas do próprio trabalho, do “suor” e da “dignidade honesta”. Criticou o movimento LGBT associado à esquerda e afirmou não viver “pra essa merda”. A fala destaca uma posição que rejeita a narrativa de que toda pessoa LGBT deve automaticamente apoiar o PT ou o governo Lula.

CRÍTICAS A LULA, AO PT E A ALEXANDRE DE MORAES


Sobre o presidente, a linguagem foi dura. A pessoa chamou Lula de “esse verme do caralho” e “ladrão”, acusando o governo de ter retirado benefícios e de não merecer apoio. Declarou apoio explícito a Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro. No final, afirmou acreditar que Bolsonaro ainda sairá da situação atual e “vai foder com Alexandre Moraes e o Lula”. A crítica a Moraes e ao STF aparece como parte da mesma posição política.

VÍDEO CIRCULA ENTRE BOLSONARISTAS E DESAFIA NARRATIVA DA ESQUERDA

O material foi compartilhado por perfis de direita e por contas ligadas a Bacci Notícias e Capital Política. A presença de alguém que se identifica como “viado” e, ao mesmo tempo, rejeita o PT e defende Bolsonaro é lida por bolsonaristas como prova de que a associação automática entre minorias sexuais e a esquerda não é absoluta. O vídeo reforça, na visão desses grupos, a existência de setores da comunidade LGBT que priorizam mérito, trabalho e oposição ao governo atual em vez de alinhamento ideológico.

O fato central é a gravação pública da entrevista. As declarações foram feitas de forma espontânea em via pública e registradas em vídeo. A circulação do material ocorre principalmente em redes sociais, sem cobertura ainda de grandes veículos de imprensa tradicional.