BOLSONARISMO A UM PASSO DA MAIORIA NO SENADO: PESQUISAS APONTAM 40 CADEIRAS E COLOCAM ALCOLUMBRE CONTRA A PAREDE
Levantamento do SBT News indica que aliados de Jair Bolsonaro podem ficar a uma vaga da maioria absoluta em 2027, o que ameaça a reeleição do presidente do Senado e reabre a pauta do impeachment de ministros do STF
A menos de duas semanas do primeiro turno, as pesquisas para o Senado passaram a mostrar vantagem dos candidatos alinhados a Jair Bolsonaro e colocaram o campo conservador perto da maioria absoluta da Casa a partir de 2027. Segundo levantamento do SBT News divulgado nesta semana, candidatos bolsonaristas aparecem como favoritos em 25 das 54 vagas em disputa, contra 18 de nomes mais alinhados ao governo Lula. Outras oito cadeiras são lideradas por candidatos sem alinhamento automático com nenhum dos dois grupos, e três estão indefinidas. Somados os senadores eleitos em 2022 que seguem no mandato, os aliados de Bolsonaro chegariam a ao menos 40 das 81 cadeiras, apenas uma a menos que a maioria absoluta de 41.
A virada é recente. De acordo com o SBT News, no início de agosto, antes da abertura oficial das campanhas e do acirramento da crise no Supremo, o quadro era de equilíbrio, com 19 favoritos bolsonaristas contra 20 lulistas. Desde então, nomes como Gustavo Gayer (PL-GO), Ciro Nogueira (PP-PI), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) passaram a liderar em seus estados. Projeção semelhante do Congresso em Foco, feita com base nas pesquisas registradas no TSE, também aponta que partidos de direita e centro-direita podem somar 40 senadores a partir de fevereiro.
O primeiro efeito recai sobre Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o SBT News, a pretensão dele de se reeleger para a presidência do Senado em fevereiro ficaria condicionada à tarefa de demover o bolsonarismo de emplacar um nome próprio no comando da Casa, como Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, ou Tereza Cristina (PP-MS). No vídeo da emissora, os jornalistas lembram que o Senado acumula 124 pedidos de impeachment contra ministros do STF, mais de 70 deles contra Alexandre de Moraes, e que a decisão de abrir esses processos cabe ao presidente da Casa.
Com uma maioria formada pela oposição, a pressão para destravar os pedidos tende a crescer em 2027. Para condenar e afastar um ministro do Supremo, porém, são necessários dois terços do Senado, ou 54 votos, patamar que ainda está distante mesmo nos cenários mais favoráveis à direita, segundo o SBT News. O resultado das urnas em 4 de outubro vai definir se a nova bancada conservadora terá força para mudar o comando do Senado.

