EX-COORDENADOR DA COVID DE BIDEN ADMITE QUE VÍRUS PROVAVELMENTE VAZOU DE LABORATÓRIO CHINES
Ashish Jha, que liderou a resposta à pandemia na Casa Branca entre 2022 e 2023, declara à CNN que a hipótese de vazamento acidental em laboratório chinês é a mais provável. A declaração contradiz a narrativa oficial que por anos tratou a tese como teoria da conspiração.
O médico Ashish Jha, ex-coordenador de resposta à covid-19 no governo de Joe Biden, afirmou publicamente que o vírus SARS-CoV-2 provavelmente vazou de um laboratório. A declaração foi feita no domingo, 2 de agosto de 2026, em entrevista ao programa *State of the Union*, da CNN, com a apresentadora Dana Bash. Jha, que assumiu o cargo em abril de 2022 e deixou a função em junho de 2023, disse que, ao entrar na Casa Branca, acreditava ser “quase certamente um surto natural, talvez um vazamento de laboratório”. Após informações a que teve acesso, concluiu que “é mais provável que tenha sido um vazamento de laboratório”.
“COM BASE NAS INFORMAÇÕES QUE VI, CONCLUÍ QUE UM VAZAMENTO DE LABORATÓRIO É MAIS PROVÁVEL”
Jha foi explícito: “Com base nas informações que aprendi e nas informações que vi, cheguei à conclusão de que é mais provável que tenha sido um vazamento de laboratório. A linha de fundo é a seguinte: ninguém nos Estados Unidos sabe com certeza. As únicas pessoas que sabem com certeza são os oficiais na China, e ainda precisamos de transparência e responsabilização sobre isso. Essa é a minha melhor avaliação. Não estou sugerindo que sei com certeza, mas digo que minha melhor avaliação é que provavelmente foi um vazamento de laboratório.”
Em publicação posterior na rede X, o médico reforçou que considera o episódio acidental, não engenharia deliberada nem liberação intencional. Afirmou ainda que a posição não é nova e que já a sustentava desde o período em que ocupou o cargo na Casa Branca.
QUEM É ASHISH JHA E QUAL ERA SUA POSIÇÃO ANTERIOR
Médico internista, Jha foi reitor da Escola de Saúde Pública da Brown University e professor na Harvard. Entre abril de 2022 e junho de 2023, substituiu Jeffrey Zients como coordenador da resposta à covid-19 da Casa Branca, sob Biden. Antes de assumir o posto, defendia publicamente a origem natural como a hipótese mais provável. Em 2021, ainda classificava o salto de animal para humano como o cenário mais comum e verossímil. A mudança de avaliação, segundo ele próprio, ocorreu a partir de informações a que teve acesso no governo e depois.
A NARRATIVA QUE CENSURAVA A HIPÓTESE DESMORONA
A declaração de Jha ocorre anos depois de a hipótese de vazamento de laboratório em Wuhan ter sido sistematicamente tratada como teoria da conspiração por autoridades, veículos de imprensa e plataformas digitais. Entre 2020 e 2021, Facebook e Twitter restringiram ou removeram publicações que levantavam a possibilidade. Jornais e especialistas classificaram a tese como “desinformação” ou até “racista”. A mudança de posição de um alto cargo do próprio governo Biden expõe o custo da censura: o debate legítimo foi sufocado enquanto a China se recusava a abrir os dados do Instituto de Virologia de Wuhan.
O QUE AINDA FALTA: TRANSPARÊNCIA DE PEQUIM
Jha reiterou o ponto central que permanece sem resposta: apenas as autoridades chinesas possuem os dados definitivos sobre a origem do vírus. Sem cooperação de Pequim, nenhuma investigação independente consegue fechar o caso. A admissão de um ex-coordenador da resposta americana reforça a cobrança por accountability e mostra o fracasso da estratégia de silenciar perguntas legítimas no início da pandemia.

