Após a vitória nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o Partido Democrata prepara uma série de investigações contra o governo e os negócios da família de Donald Trump no Oriente Médio. O principal foco recai sobre possíveis conflitos de interesse, contratos imobiliários no Golfo e a venda de participação na empresa de criptomoedas World Liberty Financial a um fundo ligado aos Emirados Árabes Unidos.

A mira do Congresso também inclui transações da fundação da biblioteca presidencial de Trump — que recebeu um jato de US$ 400 milhões do Catar —, a gestão do chamado Conselho da Paz e movimentações financeiras de seu genro, Jared Kushner, na região. Senadores e deputados democratas já enviaram cartas a empresas como World Liberty Financial, Binance e Tether pedindo cooperação com possíveis investigações.

O senador Richard Blumenthal, que deverá presidir uma comissão investigativa do Senado, alertou que o painel poderá adotar medidas alternativas caso as empresas não forneçam as informações solicitadas. Representantes como Robert Garcia também sinalizaram interesse em examinar os negócios de Kushner e de outros membros da família.

Trump reagiu ordenando ao Departamento de Justiça que investigue o que chamou de “ameaças” e “extorsão” por parte de democratas. As investigações devem ganhar força quando o novo Congresso assumir em janeiro de 2027. Observadores apontam que casos envolvendo o Oriente Médio estão entre os principais alvos da nova maioria democrata.