Após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato de 2026, que lhes deu controle do Congresso, congressistas progressistas intensificaram o discurso de restrição à inteligência artificial. A deputada Yassamin Ansari (Arizona) afirmou em rede social que o topo da agenda democrata no primeiro dia deve ser uma pausa no desenvolvimento de IA avançada, a regulação da indústria “fora de controle” e o banimento da superinteligência artificial.

A declaração repercute o projeto Ban Artificial Superintelligence Act, apresentado por Bernie Sanders no Senado e Greg Casar na Câmara, com coautoria de Alexandria Ocasio-Cortez e outros. A proposta prevê pausa em sistemas avançados (acima de determinado poder computacional) até a criação de regras de segurança e a proibição de superinteligência artificial, com penas severas para violações, incluindo multas e prisão de até 20 anos.

Sanders e outros também pediram moratória nacional em data centers, alegando impactos ambientais, elevação de contas de energia e riscos ao emprego. A campanha democrata em vários estados usou o tema de data centers como ponto de rejeição. A posição é da ala progressista; não representa consenso de todo o partido, e o presidente Trump mantém poder de veto.

A versão que circula em redes de que os democratas querem “banir a inteligência artificial do mundo logo no primeiro dia” exagera o alcance. O que está documentado são pedidos de pausa em modelos de fronteira, banimento de superinteligência e restrições a data centers, não a proibição imediata e total de toda a IA. O debate ocorre enquanto empresas de tecnologia alertam para dificuldades de expansão de infraestrutura nos Estados Unidos.