ALIADOS DE TRUMP ENCOMENDAM PESQUISA PARA MEDIR IMPACTO DE SANÇÕES A MORAES
O instituto McLaughlin & Associates, próximo a Trump, ouviu 2 mil brasileiros. Na avaliação do Dr. Sandro Gonçalves, a repetição do caso Master e novas sanções podem levar o ministro a buscar uma saída honrosa.
A direita norte-americana encomendou uma pesquisa ao McLaughlin & Associates, instituto próximo ao universo político de Donald Trump, para medir o impacto eleitoral de uma eventual volta da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e de sanções a outras autoridades brasileiras. Segundo o Metrópoles, a sondagem foi a campo nesta semana, já ouviu 2 mil brasileiros e não será publicada: o resultado fica para uso interno. A pergunta que interessa a Washington é se mais pressão sobre o STF favorece eleitoralmente Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A encomenda cai no momento de maior desgaste de Moraes, depois que André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal com mensagens, contratos e registros ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Paulo Figueiredo enviou o material como alerta a auxiliares da Casa Branca. Eduardo Bolsonaro confirmou que pediu a retomada da Magnitsky, aplicada em julho de 2025 e retirada em dezembro. Relatório da PF e pedido de sanção não são condenação.
Na avaliação do Dr. Sandro Gonçalves, a repetição negativa do caso Master somada a uma nova sanção americana pode levar Moraes a buscar uma saída honrosa, inclusive a renúncia. A Folha já publicou editorial pedindo que o ministro deixe o cargo. No Senado, Davi Alcolumbre segura o impeachment. Moraes não anunciou saída. A pesquisa ainda não tem resultado público, e a Magnitsky, se voltar, é decisão de Trump.

