O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou nesta quarta (2/9) que tomará medidas “cabíveis e necessárias” nos próximos dias, depois da divulgação do relatório da Polícia Federal com mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, atribuídas a um contato de Alexandre de Moraes. Sem citar Moraes nem André Mendonça, Fachin disse que “a elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades”, a serem observados com respeito à Constituição, às leis e ao Supremo.

No mesmo evento, o presidente da Corte afirmou que, em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do STF e a confiança da sociedade. “Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza.” O relator André Mendonça já havia classificado o plenário como o “caminho inevitável” do caso, em sessão pública e presencial.

Fachin não marcou data de julgamento. Reportagens desta quarta indicam que ele deve decidir na próxima semana se leva o material ao plenário. Até lá, a Presidência prometeu as medidas. Relatório da PF e encontro admitido de Mendonça com Vorcaro em 2025 seguem como apuração e disputa interna na Corte, não como condenação.