O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na CPMI, defendeu que as investigações sobre o esquema não parem e não protejam “apadrinhados ou parentes de políticos”, citando explicitamente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em declaração, Gaspar afirmou:

“As investigações sobre a fraude no INSS não podem parar nem proteger apadrinhados ou parentes de políticos, inclusive Lulinha, filho do Presidente da República. Fico espantado com a possibilidade de haver tratamento desigual nas investigações. Eles deveriam ser investigados com o mesmo rigor aplicado a qualquer cidadão.”

O parlamentar reforçou que a CPMI do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema que prejudicou aposentados e pensionistas. Ele defendeu que “todas as linhas de investigação avancem sem interferências, privilégios ou distinções”.

POSIÇÃO SOBRE A JUSTIÇA

Gaspar concluiu:

“A Justiça deve atuar com independência, garantindo que todos os fatos sejam apurados e que ninguém esteja acima da lei.”

CONTEXTO DA OPERAÇÃO

A Operação Sem Desconto e a CPMI investigam um grande esquema de fraudes no INSS. O nome de Lulinha apareceu no radar da PF, o que gerou debate sobre possível tratamento diferenciado.