A holding Alcazar, de propriedade do advogado Willer Tomaz, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral petição informando que aceita abrir o sigilo de suas contas e que o senador Flávio Bolsonaro nunca foi sócio, administrador ou beneficiário da empresa. O documento afirma que Willer Tomaz é e sempre foi o único titular de 100% do capital social e apresenta os documentos constitutivos para comprovar a afirmação.

Willer também publicou vídeo nas redes sociais rebatendo a narrativa da “sala secreta” divulgada pela Polícia Federal e pelo Jornal Nacional. Segundo o advogado, o local encontrado no hangar do Aeroporto de Brasília é uma sala-cofre da empresa de táxi aéreo da qual é sócio, usada para prestar serviços a transportadoras de valores, com contrato e protocolos de segurança. A PF entrou no local e não encontrou dinheiro. O próprio relatório policial descreveu a estrutura como compatível com a custódia de valores.

A direita tem usado esses elementos para apontar que a divulgação da “sala secreta” a poucos dias do segundo turno funciona como peça de campanha, sem elementos novos de prova. A defesa de Willer sustenta que todas as empresas são lícitas, registradas e informadas na declaração de imposto de renda, e que as insinuações de ligação ilícita com Flávio carecem de base documental. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de investigações sobre movimentações financeiras e apostas.