A coluna de Paulo Cappelli tratou como tropa de choque de Lula cinco nomes que disputaram o Senado neste domingo e não se elegeram, e o resultado tira os cinco do Congresso na próxima legislatura, porque Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, ficou em terceiro no Amapá, com 18,55%, enquanto Rayssa Furlan teve 29,98% e Lucas Barreto 24,22%, segundo a CNN, e ele deixa em 2027 a cadeira que ocupa desde 2010.

No Paraná, Gleisi Hoffmann, deputada, ex-senadora entre 2011 e 2019, ex-presidente do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais de Lula, terminou em quarto, com 13,35% e 1.542.636 votos, e as duas vagas ficaram com Filipe Barros, do PL, com 27,25%, e Deltan Dallagnol, do Novo, com 25,14%, com 100% das urnas, de modo que ela não volta ao Senado e deixa a Câmara quando o mandato atual acaba. Em São Paulo, Simone Tebet ficou em terceiro, com 19,23% e 8.342.968 votos, e Marina Silva em quarto, com 18,12% e 7.862.400, e as cadeiras foram para Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL, o que mantém Tebet fora do Congresso e tira Marina da Câmara, para onde ela tinha sido eleita deputada.

No Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, que tentava a reeleição, ficou em quarto, com 13,07% e 340.788 votos, e o estado elegeu Reinaldo Azambuja, com 34,64%, e Capitão Contar, com 32,82%, os dois do PL, de forma que a senadora também deixa a Casa no início de 2027, e o grupo que o governo empurrou para o Senado neste domingo não leva nenhuma das cadeiras que disputou.