Um levantamento da RealTime Big Data, divulgado nesta terça-feira (21), aponta que 87% dos brasileiros apoiam a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) atualmente em discussão no Congresso Nacional. Os principais pontos incluem a criação de mandato para os ministros — hoje vitalícios até a aposentadoria compulsória —, a restrição às decisões monocráticas e novas regras para abertura de processos de impeachment contra magistrados.

PESQUISA REVELA REJEIÇÃO À CONCENTRAÇÃO DE PODER NO STF

O alto percentual de apoio reflete o desgaste acumulado pela Corte nos últimos anos, especialmente sob críticas ao ativismo judicial, decisões individuais que impactam o país inteiro e percepções de parcialidade política. A pesquisa indica que a maioria da população deseja maior equilíbrio de poderes e accountability no Judiciário.

CLASSIFICAÇÃO DE PCC E COMANDO VERMELHO COMO TERRORISTAS TEM 75% DE APOIO

Na mesma rodada, a pesquisa testou outras pautas de segurança e Justiça: 75% dos entrevistados apoiam a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O dado reforça o clamor popular por medidas mais duras contra o crime organizado, que controla partes do território nacional e infiltra instituições.

CONTEXTO POLÍTICO E REAÇÃO DA DIREITA

Para o campo conservador e bolsonarista, os números confirmam o que há muito se denuncia: o STF perdeu conexão com a sociedade brasileira. Reformas como mandato e limitação de monocráticas são vistas como essenciais para restaurar a separação de poderes e a segurança jurídica, defendidas por referências como Olavo de Carvalho, Edmund Burke e o liberalismo econômico.

O PT e aliados da esquerda tendem a resistir a mudanças, tratando críticas ao STF como “ataques à democracia”. No entanto, o apoio majoritário da população demonstra que a pauta transcende polarização e reflete um desejo amplo por instituições mais alinhadas ao interesse público.

IMPACTO NOS DEBATES DE 2026

Com as eleições se aproximando, a reforma do STF deve ganhar ainda mais relevância. Os números da RealTime Big Data servem como termômetro: a sociedade não aceita mais o status quo de um tribunal que, em muitos casos, parece legislar e governar acima dos outros poderes.

A ampliação do debate no Congresso pode forçar posicionamentos claros dos pré-candidatos, especialmente aqueles que defendem a soberania nacional, a liberdade de expressão e o fim do ativismo judicial.