18 VISITAS AO PLANALTO, REUNIÃO DE 3 HORAS E MINUTA NA SAÚDE AMPLIAM COBRANÇA SOBRE CASO LULINHA
Levantamento atribui 18 entradas de Fábio Luís no Planalto, enquanto advogado do filho do presidente passou mais de três horas com Lula no Alvorada.
Por Redação Editorial Central20/08/2026 02:213 min de leitura
Novas informações relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliaram a pressão por esclarecimentos. Segundo levantamento do Metrópoles, registros indicariam 18 visitas ao Palácio do Planalto. No mesmo dia da divulgação, o advogado Marco Aurélio de Carvalho permaneceu por mais de três horas com Lula no Palácio da Alvorada. Paralelamente, mensagens analisadas pela PF revelaram minuta sobre fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde por contratação direta, negócio que não avançou.
LEVANTAMENTO ATRIBUI 18 ENTRADAS NO PLANALTO
As fontes abertas não apresentaram a planilha primária completa, datas, anfitriões ou finalidade de cada visita. Entrar no Planalto não constitui irregularidade e não comprova tráfico de influência. O dado tem interesse público porque Lulinha é citado em três inquéritos no STF, dois sob André Mendonça e outro autorizado por Flávio Dino. Não há denúncia recebida nem condenação nesses casos.
ADVOGADO PASSOU MAIS DE TRÊS HORAS COM LULA
Segundo apuração presencial do Metrópoles, Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha, coordenador do Prerrogativas e aliado do PT, reuniu-se com Lula em 19 de agosto. Naquele dia, o presidente cancelou participação prevista na posse de Luis Felipe Salomão no STJ. O teor da conversa não foi divulgado e não há prova de que tenha tratado dos inquéritos, de obstrução ou de interferência.
DOIS MARCOS AURÉLIOS SÃO PESSOAS DIFERENTES
Marco Aurélio de Carvalho é o advogado que se reuniu com Lula. Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, é ex-chefe de gabinete e foi quem recebeu de Roberta Luchsinger uma minuta ligada à possível aquisição de medicamentos. Não há indicação de participação do advogado no envio ou discussão desse documento.
MINUTA PREVIA CONTRATAÇÃO DIRETA
Segundo mensagens encontradas pela PF, Roberta encaminhou a Marcola minuta de fornecimento de medicamentos à base de canabidiol pela World Cannabis. O documento mencionava dispensa de licitação. A contratação direta é prevista em lei e não constitui fraude automaticamente; depende de enquadramento e justificativa. O negócio não foi efetivado, não houve contrato nem repasse, e a Saúde afirmou nunca ter contratado a empresa. Marcola confirmou o recebimento, classificou o envio como inadequado e negou ter encaminhado a proposta ao governo.
MENSAGENS CITAM LULINHA, MAS AUTORIZAÇÃO NÃO FOI PROVADA
Roberta dizia falar “em nome” de Lulinha e escreveu “Eu sou o Fábio”, além de mencionar 20%. Essas falas não comprovam autorização ou participação de Fábio Luís. A apuração também alcança pagamentos de R$ 1,5 milhão, em cinco parcelas, supostamente feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; a natureza permanece sob investigação.
DEFESA NEGA IRREGULARIDADES
A defesa de Lulinha nega recebimento de pagamentos ou atuação para favorecer terceiros, classifica as apurações como “pesca probatória” e afirma que quebras de sigilo não apontaram irregularidades. Lula declarou acreditar no filho, mas defendeu investigação e responsabilização se houver culpa.
TRANSPARÊNCIA É A RESPOSTA NECESSÁRIA
As visitas, a reunião e a minuta são fatos distintos, sem prova pública de ação coordenada. A cobrança legítima é pelo detalhamento das entradas, esclarecimento da reunião e colaboração dos órgãos com as investigações. Relações familiares ou políticas não podem criar zonas de sombra dentro do governo.