O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), subiu o tom contra o que chamou de sistema dos intocáveis em Brasília após a deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026. O principal alvo da ofensiva foi o senador e presidente do PP (Partido Progressistas), Ciro Nogueira, acusado de receber uma mesada de R$ 300 mil — que poderia chegar a R$ 500 mil — do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para defender interesses do banqueiro no Congresso Nacional. De acordo com as investigações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), Nogueira teria apresentado a chamada Emenda Master, que visava ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, beneficiando diretamente as operações do banco. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Zema afirmou que a PF mostrou ao Brasil como funciona o esquema daqueles que viajam de jatinho e se hospedam em hotéis de luxo com contas pagas por investigados, enquanto o cidadão comum rala para pagar impostos e sofre com a inflação. O relatório da PF detalha que o banqueiro custeou estadias no Park Hyatt em Nova York, despesas em restaurantes de alto padrão e até disponibilizou cartões de crédito para uso pessoal do parlamentar. Zema defendeu que o custo do crime deve ser encarecido, sugerindo penas de até 25 anos para o crime organizado e o fim de benefícios penais. Em nota, a defesa de Ciro Nogueira, representada pelo advogado Kakay, negou qualquer irregularidade e colocou o senador à disposição da justiça. Para o público conservador, as críticas de Zema reforçam a indignação contra o conluio entre o alto clero da política e o sistema financeiro, evidenciando como a máquina pública é sequestrada por interesses escusos. O episódio expõe a fragilidade ética de figuras que, embora se digam oposição ao governo Lula, operam nos bastidores para manter privilégios, enquanto o cidadão de direita exige uma limpeza real nas instituições e o fim da impunidade para os poderosos de Brasília.