O YouTube e o Instagram retiraram do ar no Brasil, na noite desta segunda-feira (31), as contas de Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Partido Missão. Ao tentar acessar as páginas, usuários passaram a receber a informação de que os perfis não estavam disponíveis no país. Segundo a equipe do candidato, mensagens exibidas pelas plataformas indicaram que o bloqueio territorial ocorreu em cumprimento a uma determinação judicial.

A restrição foi aplicada no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou cautelarmente a suspensão da propaganda eleitoral digital da chapa. Segundo a decisão, Renan informou 16 perfis de redes sociais em 19 de agosto, doze dias depois de protocolar seu pedido de registro de candidatura. Toffoli considerou que a comunicação tardia pode ter permitido que as contas continuassem sendo recomendadas pelos algoritmos, enquanto perfis já registrados de outros candidatos estavam sujeitos a filtros, criando possível vantagem e indício de fraude à legislação eleitoral.

A decisão também suspendeu o repasse de recursos do Fundo Eleitoral e a participação de Renan em debates, entrevistas e podcasts, além de ordenar a preservação dos conteúdos publicados. Renan classificou a medida como um ‘absurdo jurídico’, alegou perseguição política, atribuiu o atraso a problemas técnicos e anunciou que recorrerá. A candidatura não foi cassada definitivamente: o processo de registro permanece em andamento, e a decisão cautelar ainda pode ser revista pela Justiça Eleitoral.