William Waack publicou na CNN nesta segunda, às 22h03, que a eleição só termina quando acaba, mas que a atual já trouxe duas certezas, Lula perdeu a capacidade de governar mesmo que consiga uma virada e vença o segundo turno, e o Supremo perdeu a condição de operar como fez até agora, livre de qualquer controle externo, leitura escrita no dia seguinte ao primeiro turno em que Flávio Bolsonaro fez 47,03% dos votos válidos e Lula ficou em 45,16%.

No texto, Waack diz que o tempo é curto para Lula tentar ser o que se recusou a ser no terceiro mandato, um presidente disposto a compartilhar poder, que a campanha colocou no marqueteiro a culpa pelas dificuldades enquanto a maior delas parece ser o próprio Lula, incapaz de perceber que o passado não serve mais, e que Flávio se beneficia de uma onda que é mais do que antipetista, é um enorme cansaço, o que teria dado a ele votos em fatias do eleitorado que não se declaram bolsonaristas e ajuda a entender resultados superiores aos do pai apesar da rejeição alta.

Waack acrescenta que a política brasileira é o ambiente em que poucos assumem risco e só apostam quando têm certeza do vencedor, que Flávio está recebendo apoios em sequência a começar pelas forças do centrão, e que Lula ainda parece apostar em mágicas, mais medidas eleitoreiras e o próprio nome, que não funcionaram como ele previa, enquanto a ala de força do Supremo, descrita por ele como o grande aliado do petista, sofreu nas urnas o mesmo tipo de pancada, sem que se saiba qual seria o plano de salvação, com o segundo turno marcado para 25 de outubro.