A Polícia Federal aponta que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seu grupo consultavam indevidamente o sistema ePol, de acesso exclusivo de policiais federais, a partir da delegacia da PF em Juiz de Fora (MG). Segundo o Poder360, com base em relatórios da corporação tornados públicos na quinta-feira (10/9) pelo ministro André Mendonça, do STF, a organização criminosa realizou pesquisas sigilosas nesse sistema — e a auditoria em curso já rastreou a origem do acesso irregular à unidade mineira. Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, citado pela PF por consultas indevidas ao ePol

O documento da PF, divulgado após o ministro Luiz Edson Fachin pedir a retirada do sigilo, registra a gravidade do episódio: “a organização criminosa conseguiu realizar, indevidamente, pesquisas no sistema ePol”, o que levou à auditoria imediata nos sistemas da corporação. Ainda conforme o Poder360, o grupo de Vorcaro também tinha acesso a sistemas do FBI e da Interpol. Para a investigação, o ex-banqueiro usava esses canais ilícitos para obter informações sobre a Operação Compliance Zero — a mesma que resultaria em sua prisão em 18 de novembro de 2025 — e “optou pelo caminho ilícito, já que dispõe de uma espécie de milícia pessoal”. Ministro André Mendonça, do STF, que tornou públicos os relatórios da PF sobre o acesso ao ePol

Segundo as investigações citadas pelo Poder360, Vorcaro “tomou conhecimento prévio da futura operação policial, por meios ilícitos” e passou “a atuar em prol de sua defesa, visando frustrar a efetividade da atuação policial”. O escândalo reforça o tamanho da rede Master/Vorcaro: não bastava o esquema financeiro — a organização teria penetrado sistemas reservados da PF e canais internacionais de inteligência policial para se antecipar à Compliance Zero. Fonte: Poder360 — Grupo de Vorcaro consultava sistema da PF em delegacia de Juiz de Fora.Plenário do STF, onde saíram do sigilo os relatórios da PF sobre Vorcaro e o ePol