Um grupo de cinco cidadãos venezuelanos denunciou o ex-presidente Nicolás Maduro em uma corte federal do Distrito Leste de Nova York por supostas execuções extrajudiciais de seis familiares ocorridas entre 2017 e 2021. O documento foi apresentado nesta terça-feira (30 de junho de 2026).

A ação ocorre exatamente seis meses após a operação militar dos Estados Unidos que capturou Maduro em Caracas. O ex-presidente é acusado pelos EUA de narcoterrorismo, narcotráfico e tráfico de armas — crimes que ele nega. Maduro se declarou inocente e permanece detido em Nova York, aguardando a próxima audiência judicial.

ALEGAÇÕES DA DENÚNCIA

Os denunciantes alegam que as execuções foram realizadas pelas Forças de Ações Especiais (FAES), unidade de elite da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) que atuava sob o comando de Maduro. As mortes teriam ocorrido em contexto de repressão política e violações de direitos humanos durante seu governo.

POSIÇÃO DE MADURO

CNN entrou em contato com os advogados de Maduro nos Estados Unidos, que ainda não se manifestaram sobre a nova denúncia.

CONTEXTO

A captura de Maduro em janeiro de 2026 marcou um ponto de virada na crise venezuelana. O ex-líder chavista enfrenta múltiplos processos internacionais e agora soma mais esta ação civil por violações graves aos direitos humanos.