O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um ultimato ao Brasil que expõe, sem disfarces, a fragilidade da posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário internacional. Em negociações para a aguardada visita de Lula à Casa Branca, agora prevista para abril de 2026, Washington apresentou um conjunto de exigências que, se aceitas, representariam uma verdadeira inflexão na soberania nacional e um reconhecimento de que o governo brasileiro é incapaz de lidar com o crime organizado que assola o país . Enquanto Lula tenta contemporizar e o chanceler Mauro Vieira busca uma saída diplomática, os Estados Unidos já deixaram claro que não dependem da anuência do Planalto para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida que pode abrir as portas para ações unilaterais em território brasileiro e que já é vista por governadores da oposição, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como uma "oportunidade" histórica .

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