O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (2) para manifestar publicamente seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Trump publicou a foto do encontro ocorrido na última quarta-feira (26) no Salão Oval da Casa Branca e teceu elogios diretos ao parlamentar brasileiro. A manifestação do líder republicano consolida a ponte direta da direita brasileira com a maior potência do planeta e expõe o isolamento diplomático do governo Lula em Washington.

O RECONHECIMENTO POLÍTICO NO SALÃO OVAL

A declaração de Donald Trump foi divulgada na rede Truth Social e destacou a impressão deixada pelo parlamentar brasileiro durante a agenda oficial. O presidente americano escreveu que foi muito bom receber Flávio Bolsonaro e o definiu como um jovem inteligente que ama muito o seu país.

O movimento é visto nos bastidores de Washington como um forte sinal de prestígio e alinhamento ideológico com o projeto de poder conservador no Brasil para as eleições de 2026. Enquanto o atual governo brasileiro acumula atritos diplomáticos e discursos antiamericanos, a oposição demonstra trânsito livre e direto no principal gabinete do governo americano.

SEGURANÇA E TARIFAÇÃO NA PAUTA DA COMITIVA

A visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, articulada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, não se limitou a um gesto de cortesia política. O senador apresentou demandas concretas de interesse nacional que o governo do PT se recusa a capitanear. Entre os principais temas tratados esteve o pedido formal para que os Estados Unidos classifiquem as facções criminosas brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas transnacionais.

Além da pauta de segurança pública, o parlamentar interveio diretamente na recente crise comercial gerada pela proposta americana de taxação de 25% sobre produtos brasileiros, decorrente de uma investigação iniciada em 2025. Em entrevista, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido expressamente a Donald Trump, ao vice JD Vance e ao secretário de Estado Marco Rubio que não taxem as empresas brasileiras. O senador argumentou que o agronegócio nacional alimenta o mundo e pontuou que, a partir de 2027, o Brasil terá um governo confiável para negociar acordos comerciais de igual para igual.

A REAÇÃO DE LULA E O DESESPERO DA ESQUERDA

O trânsito direto da família Bolsonaro com a cúpula da Casa Branca gerou forte reação no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a agenda do senador e tentou vinculá-lo à decisão americana sobre as tarifas.

A resposta de Flávio Bolsonaro foi imediata, apontando que a retaliação comercial americana é um reflexo direto da incompetência e da falta de credibilidade da gestão petista. Segundo o parlamentar, o governo dos EUA enxerga a atual gestão brasileira como inconfiável e leniente no combate ao crime organizado, especialmente após as críticas de Lula à classificação das facções brasileiras como entidades terroristas pelos americanos. O episódio deixa claro qual espectro político possui real capacidade de diálogo e respeito mútuo com as grandes democracias ocidentais.