Há um fio condutor discreto, mas revelador, nas últimas declarações do presidente Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz. Quem acompanha com atenção a cronologia dos eventos percebe que, em menos de uma semana, o presidente dos Estados Unidos percorreu três posições distintas: pediu ajuda, declarou que nunca precisou dela — e voltou a pressionar. Nesta quarta-feira (18/3), conforme reportagem do Correio Braziliense, Trump publicou na Truth Social uma nova mensagem dirigida aos aliados sobre o Estreito de Ormuz, desta vez com tom ameaçador e insinuante: "Eu me pergunto o que aconteceria se 'acabássemos' com o que restou do Estado terrorista iraniano e deixássemos que os países que o utilizam — nós não — fossem responsáveis pelo chamado 'Estreito'?", escreveu. O contexto dessa declaração, contudo, merece uma leitura mais cuidadosa do que seu tom sugere.

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