O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) suspendeu nesta quinta-feira (11 de junho de 2026) o evento de lançamento da pré-candidatura à reeleição do senador Randolfe Rodrigues (PT). A decisão liminar atendeu pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que identificou clara propaganda eleitoral antecipada na convocação massiva nas redes sociais e na montagem de estrutura profissional incompatível com o período de pré-campanha.

CONTEXTO E HISTÓRICO

A legislação eleitoral permite pré-candidatura e atos de preparação, mas proíbe propaganda com pedido explícito de voto, uso de estrutura profissional e mobilização de grande porte antes do prazo oficial. Randolfe, líder do governo Lula no Congresso, já havia realizado outro ato (“Adesivaço”) em 6 de junho, o que motivou recomendação prévia do MPE. Apesar disso, seguiu com o “megaevento” em Macapá, com palco, equipamentos eletrônicos e balões com seu nome.

PERSONAGENS E ENVOLVIDOS

  • Randolfe Rodrigues (PT-AP): Senador, líder do governo Lula, pré-candidato à reeleição.
  • Ministério Público Eleitoral (MPE): Responsável pela representação e fiscalização.
  • TRE-AP: Tribunal que concedeu a liminar de suspensão.
  • Juíza Keila Bastos Utzig: Relatora da decisão.
  • PT e governo Lula: Partido e base política do senador.
  • Direita e bolsonaristas: Veem a suspensão como aplicação correta da lei contra abusos da esquerda, que frequentemente ignora regras eleitorais.

IMPACTOS DIRETOS E INDIRETOS

Diretamente, Randolfe teve o evento barrado e pode enfrentar multa de até R$ 25 mil. Indiretamente, o caso reforça a necessidade de cumprimento das regras eleitorais por todos, especialmente por aliados do governo federal que controlam recursos e estrutura pública.

REAÇÕES

A direita celebrou a decisão como freio necessário ao abuso de poder e à propaganda antecipada petista. Randolfe compareceu ao local, comunicou o cancelamento aos apoiadores presentes e tentou transformar o episódio em demonstração de força. O PT e aliados criticaram a decisão como “perseguição”, enquanto o MPE e TRE atuaram dentro da lei.

CONSEQUÊNCIAS

A suspensão expõe o descaso de Randolfe com as normas eleitorais e pode gerar sanções adicionais. Fortalece o argumento conservador de que o Judiciário deve aplicar a lei de forma isonômica, sem privilégios para figuras do governo Lula. O contribuinte é poupado de eventos custosos financiados indiretamente com recursos públicos ou partidários.

POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS

O TRE-AP deve julgar o mérito da representação. Randolfe pode recorrer, mas o episódio serve de alerta para outros pré-candidatos. Pode desgastar a imagem do senador como líder governista e alimentar críticas ao PT por tentar burlar regras eleitorais em ano de disputa.