INDICAÇÃO DE JORGE MESSIAS AO STF É CLASSIFICADA COMO ABERRAÇÃO POR TOMÉ ABDUCH
Deputado estadual critica consolidação da influência petista na Suprema Corte e relembra histórico do atual AGU no episódio do termo de posse de Lula em 2016.
O deputado estadual e pré-candidato ao Senado, Tomé Abduch, classificou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) como uma "aberração" institucional. Em análise veiculada pelo canal AuriVerde Brasil em 4 de abril de 2026, Abduch ressaltou que a escolha do atual Advogado-Geral da União (AGU) pelo presidente Lula representa a consolidação de um projeto de poder que visa aparelhar o tribunal mais importante do país por décadas. O parlamentar destacou a contradição de Lula, que em 2022 afirmou que não indicaria amigos para a Corte, mas agora propõe um nome de sua estrita confiança pessoal.
HEGEMONIA PETISTA NO SUPREMO
Com a eventual aprovação de Jorge Messias, o Partido dos Trabalhadores passaria a ter sete das onze cadeiras do STF indicadas por seus governos. Abduch listou nominalmente ministros como Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Carmen Lúcia e Edson Fachin como nomes simpáticos à agenda do atual governo. "Alguém consegue enxergar algum equilíbrio nisso?", questionou o deputado, enfatizando que o STF deveria atuar como um freio ao poder político, e não como uma extensão do Poder Executivo. Para a ala conservadora, essa maioria numérica compromete a imparcialidade necessária para o julgamento de questões estruturais do país.
O PERSONAGEM DO "TERMO DE POSSE"
Um dos pontos mais críticos levantados na análise foi o histórico de Jorge Messias. Ele é o mesmo personagem do célebre áudio de 2016, no qual a então presidente Dilma Rousseff informava a Lula que o "Messias" levaria um termo de posse para ser usado "em caso de necessidade" para evitar uma possível prisão no âmbito da Operação Lava-Jato. "Estamos falando de alguém que tem como função defender juridicamente o governo Lula e que agora é indicado para integrar o Supremo", disparou Abduch. Até o momento não há confirmação oficial desta informação sobre como Messias se manifestará a respeito de sua imparcialidade durante a sabatina no Senado.
POLITIZAÇÃO E MANDATOS DE LONGO PRAZO
A crítica de Tomé Abduch também se estendeu à crescente politização do tribunal. Ele mencionou frases atribuídas a ministros, como "perdeu, mané" e "vencemos o bolsonarismo", como evidências de que a Corte abandonou o rigor técnico para adotar posicionamentos ideológicos. O deputado alertou que, devido à idade de aposentadoria compulsória de 75 anos, a indicação de Messias pode moldar o rumo do Brasil pelos próximos 25 ou 30 anos, atravessando diversos mandatos presidenciais e influenciando gerações.
DEFESA DO EQUILÍBRIO ENTRE PODERES
Para o campo da direita e defensores de ideias liberais, a indicação reforça a necessidade urgente de o Senado Federal exercer seu papel de fiscalizador e equilibrador dos poderes. Abduch concluiu sua análise afirmando que a "democracia" defendida pelos atuais detentores do poder não é a que ele deseja para o Brasil, convocando a sociedade a refletir sobre a composição de uma Corte que, em sua visão, está cada vez mais distante dos anseios populares e da moralidade administrativa. O caso promete ser o tema central dos debates políticos nas próximas semanas, com foco total na resistência da oposição ao nome de Messias.
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