STF CONDENA EDUARDO BOLSONARO NO CURSO DO PROCESSO EM JULGAMENTO UNÂNIME
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou nesta terça-feira (16 de junho de 2026), por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. Os ministros agora analisam a dosimetria da pena, que pode chegar a 4 anos de prisão e tornar o parlamentar inelegível por 8 anos.
A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O relator Alexandre de Moraes foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo a acusação da PGR, Eduardo atuou nos Estados Unidos para articular sanções econômicas e pessoais contra ministros do STF e o Brasil, com o objetivo de interferir no julgamento que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, por suposta tentativa de golpe de Estado. A sessão foi suspensa para definição da dosimetria da pena.
CONTEXTO E HISTÓRICO
Eduardo Bolsonaro reside nos EUA desde 2025. A PGR o acusa de ter pressionado o governo Trump por tarifas contra o Brasil e sanções via Lei Magnitsky contra ministros do STF para favorecer o pai. O inquérito foi aberto por Moraes. A defesa alegou imunidade parlamentar, liberdade de expressão e nulidades processuais, incluindo ausência de carta rogatória para citação no exterior. A condenação ocorre em meio a críticas recorrentes da direita ao que considera lawfare e ativismo judicial seletivo contra a oposição conservadora.
PERSONAGENS E ENVOLVIDOS
- Eduardo Bolsonaro (PL-SP): ex-deputado, condenado, um dos mais votados do país.
- Alexandre de Moraes: relator, votou pela condenação.
- Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino: acompanharam o relator, formando unanimidade.
- Jair Bolsonaro: ex-presidente, pai de Eduardo, condenado anteriormente por tentativa de golpe.
- PGR: autora da denúncia.
- Primeira Turma do STF: responsável pelo julgamento.
- Defesa de Eduardo: denuncia perseguição política e violações processuais.
REAÇÕES
A direita e bolsonaristas repudiam a condenação como perseguição política e mais um ato de autoritarismo do STF para silenciar a oposição. Nas redes sociais, o tema gera forte mobilização contra Moraes e o que é visto como uso seletivo do Judiciário. A esquerda e veículos alinhados celebram como defesa das instituições. A defesa deve recorrer, destacando imunidade parlamentar e irregularidades no processo.
TRATAMENTO DA IMPRENSA
Veículos mainstream (UOL, G1, CNN, VEJA) destacam a unanimidade e a narrativa de interferência no Judiciário. Portais conservadores e influenciadores da direita apontam omissões sobre a imunidade parlamentar, as falhas processuais (como citação irregular) e o padrão de Moraes em casos contra bolsonaristas, classificando como lawfare.
CONSEQUÊNCIAS
A condenação torna Eduardo inelegível por 8 anos e reforça o controle do STF sobre vozes da oposição conservadora. Politicamente, intensifica a narrativa de perseguição às vésperas das eleições de 2026 e desgasta ainda mais a imagem do Supremo junto à base bolsonarista.
POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS
Definição da pena (1 a 4 anos de prisão) e recursos da defesa por nulidade. O caso pode gerar maior tensão Brasil-EUA e mobilização da direita contra o que considera cerceamento à liberdade de expressão e abuso de poder.

