SIMONE TEBET ADMITE INCÔMODO COM BOLSONARISMO E FOGE DE MATO GROSSO DO SUL PARA SÃO PAULO
Em entrevista, a ex-ministra de Lula foi questionada sobre a transferência de domicílio eleitoral: se 75% do eleitorado de MS é bolsonarista, ela teria sido “empurrada” para fora do estado? Tebet não negou o desconforto e confirmou o movimento para disputar o Senado em SP, revelando a rejeição que enfrenta no próprio berço político.
A jornalista foi direta e mudou o tom da entrevista: com 75% do eleitorado de Mato Grosso do Sul identificado como bolsonarista, Simone Tebet (PSB) teria sido forçada a abandonar o estado e transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo? A ex-ministra do Planejamento de Lula, agora pré-candidata ao Senado por SP, não escondeu o incômodo ao tentar explicar a mudança e voltou a atacar o bolsonarismo como justificativa.
CONTEXTO E HISTÓRICO
Simone Tebet construiu toda sua carreira política em Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, senadora e vice-governadora. Após apoiar Lula no segundo turno de 2022 e integrar o governo petista, perdeu respaldo significativo no estado, que tem forte base conservadora. A transferência de domicílio e a troca do MDB pelo PSB foram decisões radicais para viabilizar sua candidatura em SP, a pedido de Lula e Alckmin, em um ambiente mais favorável ao centrão governista.
PERSONAGENS E ENVOLVIDOS
- Simone Tebet (PSB-SP): Ex-senadora por MS, ex-ministra de Lula e pré-candidata ao Senado por São Paulo.
- Eleitorado de Mato Grosso do Sul: Majoritariamente bolsonarista e conservador.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Presidente que incentivou a mudança de Tebet.
- Jornalista entrevistadora: Responsável pela pergunta incômoda sobre o bolsonarismo.
- Direita e bolsonaristas: Base que rejeita Tebet após sua adesão ao governo petista.
REAÇÕES
A direita e bolsonaristas celebraram o episódio como demonstração de que o povo de MS rejeita traidores do conservadorismo. Nas redes, o trecho da entrevista viralizou com críticas pesadas à “fuga” de Tebet. A ex-ministra e aliados tentam minimizar, tratando como estratégia eleitoral normal, mas o desconforto ficou evidente.
CONSEQUÊNCIAS
A mudança expõe o alto custo político de Tebet por ter se alinhado ao PT e ao governo Lula: perdeu sua base natural em MS e agora depende de um estado maior, mas com forte concorrência. Reforça a soberania do voto conservador e o desgaste de figuras de centro que optam por alianças com a esquerda.
POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS
Tebet deve enfrentar dura disputa em São Paulo. O caso alimenta o debate sobre lealdade política e o poder do bolsonarismo no interior do Brasil. Pode servir de alerta para outros nomes que traem suas origens conservadoras em troca de cargos no governo petista.

