O primeiro grande debate presidencial pode começar com o que nenhuma emissora deseja: as cadeiras mais esperadas vazias. Lula e Flávio Bolsonaro já não pretendem comparecer, Romeu Zema também desistiu e Pablo Marçal foi impedido pelo TSE de participar enquanto o registro de sua candidatura não é julgado. A disputa prevista para este domingo na Band deverá reunir apenas Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury.

Com quatro personagens centrais fora do estúdio, desaparece boa parte do confronto direto que justificaria o formato. Em vez de choque entre os líderes da corrida e seus principais adversários, o programa corre o risco de se transformar numa sequência de sabatinas entre três nomes com menor presença nas pesquisas — um esvaziamento que ameaça produzir o primeiro grande fiasco televisivo da campanha.

Na opinião do Dr. Sandro Gonçalves, Zema deveria reconsiderar a candidatura presidencial e disputar o Senado por Minas Gerais. Ele avalia que o governador teria forte favoritismo nessa corrida e poderia exercer influência nacional no Congresso, em vez de insistir numa campanha ao Planalto que hoje marca apenas 2% na pesquisa Genial/Quaest. Trata-se de uma avaliação política, não de garantia de resultado: qualquer vitória dependeria do registro, dos adversários e do voto popular.