O secretário do Exército dos Estados Unidos, Daniel Driscoll, apresentou sua renúncia ao presidente Donald Trump após meses de atritos com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. A entrega do pedido foi confirmada por fontes do governo norte-americano nesta segunda-feira (31), mas, até a atualização mais recente, não estava claro se a Casa Branca já havia aceitado formalmente a saída. O governo elogiou a atuação de Driscoll, sem divulgar oficialmente o motivo da decisão.

Segundo relatos publicados pela imprensa norte-americana, a tensão envolvia divergências sobre a modernização e a prontidão do Exército. Driscoll defendia mudanças no sistema de compras militares, com aquisição mais rápida de armamentos baratos e novas tecnologias, enquanto decisões de Hegseth — entre elas a retirada de generais ligados aos projetos de transformação — teriam bloqueado parte dessas iniciativas. A exoneração do então chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em abril, teria aprofundado o desgaste entre os dois.

Confirmado no cargo em fevereiro de 2025, Driscoll também ganhou projeção ao participar das negociações promovidas pelo governo Trump entre Rússia e Ucrânia. Sua saída amplia a sequência de mudanças no alto escalão do Pentágono em um momento de forte pressão operacional sobre as Forças Armadas dos Estados Unidos. A substituição ainda não foi anunciada oficialmente, e a situação continuará dependendo da decisão formal da Casa Branca sobre o pedido apresentado.