SABINO DIZ QUE SERÁ TRAIÇÃO DO SÉCULO SE SENADORES NÃO LEVAREM IMPEACHMENT DE MORAES ADIANTE
O colunista do Metrópoles Mario Sabino afirma em vídeo que será a traição do século se os senadores eleitos com essa promessa não avançarem com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A declaração ocorre em meio a alertas dele contra possíveis acordos para preservar o magistrado e a levantamentos que apontam uma bancada pró-impeachment ainda abaixo dos 54 votos no Senado a partir de 2027.
O colunista Mario Sabino, do portal Metrópoles, afirmou em vídeo publicado na quinta-feira, 15 de outubro, que será “a traição do século” se os senadores eleitos com o compromisso de levar adiante processos de impeachment, especialmente o do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não o fizerem. A declaração foi veiculada em reel da conta oficial do Metrópoles. Segundo Sabino, boa parte dos eleitores desses senadores votou também em Flávio Bolsonaro (PL) para que Lula não indique os quatro ministros que o próximo presidente terá direito a nomear.
No vídeo, o colunista diz que há “muito balão de ensaio” sendo lançado pela imprensa com o argumento de que seria irresponsabilidade tocar um impeachment diante das pautas econômicas, e chama essa tese de “picaretagem”. Ele cita notícias de Igor Gadelha, sobre aliados de Flávio que procuraram Moraes, e de Carolina Brígido, sobre um suposto empenho de Michel Temer para salvar o ministro, e afirma que o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) gravou vídeo chamando as informações de fake news sem mencionar a palavra impeachment nem o nome de Moraes. Para Sabino, existe na bancada que apoia Flávio “uma disposição para não levar isso adiante”, e os senadores “vão pagar um preço enorme” se recuarem.
A posição repete o que ele tem escrito em colunas recentes no Metrópoles. Em texto de segunda-feira, 12 de outubro, Sabino sustentou que o impeachment de Moraes é exigência de milhões de eleitores, e na quinta-feira questionou se Flávio e Derrite vão “trair os seus eleitores para salvar Xandão”. O debate ocorre depois das revelações sobre mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um número atribuído a Moraes e sobre o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, que previa cerca de R$ 131 milhões brutos em três anos. Moraes nega ter atuado em favor do banqueiro.
Levantamentos da Folha de S.Paulo, do Estadão e do Metrópoles apontam que o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 senadores favoráveis ao impeachment de ministros do STF, cinco a menos que os 54 votos necessários, equivalentes a dois terços da Casa. Um estudo do Ranking dos Políticos chegou a 54, mas a ressalva feita pelos próprios veículos é que apoiar o instrumento não equivale a votar pela condenação de um ministro específico.

